ESPETACULO TRIBAL
Tribal é também uma movimentação primitivizada que lembra muito os primatas escavadores do clássico filme de Stanley Kubrick, 2001: uma odisséia no espaço. Corpo que revela sua agilidade em um leque imenso de técnicas e "poderes" para competir, para sobreviver à competição. Tal qual uma batalha de hip hop, underground, agressivo, visceral.
Um detalhe desse espetáculo que pra mim foi essencial foi a presença da Cleidinha entre os gigantes a la american-hip-hop. Uma menina, cuja primeira visão me transmite uma fragilidade, uma delicadeza aparente e que pela dança se converte em senhora daquele espaço e que domina quando quer dominar, se faz vital.
A Mostra começa muito bem. Já pude ver bons espetáculos como o 2 Heterogêneo, de César Costa e Alexandre Santos; Demonstração de Karatê, com os alunos da oficina de Jonathan Spottiswoode; Corpo Manual, de Jamila Rocha; e Tribal, de dois grupos residentes do CCD. Uma mistura eficiente, fluxo constantemente atualizado. Espero que essas conexões não se desfaçam quando Junho acabar.