O solo, criado a partir de uma movimentação puramente simples, foi concebido através da experimentação gestual orientada por estímulos musicais. A pesquisa e composição dos movimentos provêm das experiências técnicas mais significativas com relação ao conhecimento e construção gestual da criadora-intérprete. São elas: o balé clássico, o release technique e a técnica Forsythe.
A coreografia tem a dramaturgia embasada na sua própria fisicalidade. A questão trabalhada foi “o movimento como linguagem independente com seus próprios signos”.
Sofreu forte influência dos coreógrafos Mats Ek (Suécia) e Morena Nascimento (Brasil).
A trilha sonora, é do “Eletrogroove”, grupo instrumental criado em 2004 por ex-alunos do curso de música popular da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), que traz sonoridade eletrônica executada ao vivo e sem programação, associando música eletrônica com percussão brasileira.
A escolha da trilha é justificada pela semelhança das propostas do solo, com seus movimentos puros, que se originaram a partir da investigação, improvisação e repetição, com a proposta sonora do Eletrogroove, que “leva ao público a vibração da música mecânica com o improviso, o sentimento e o entrosamento somente alcançado pela execução humana”.
Samira Marana
O Projeto Seis na Sé é uma iniciativa da Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô que traz atividades culturais à estação Sé do metrô, todos os dias, às 18 horas. Uma oportunidade para o paulistano evitar o horário de pico e se divertir com uma programação diferente a cada dia.Para mais informações,
http://www.metrodesaopaulo.com.br/index.php/2009/10/24/projeto-seis-na-se-ganha-programacao-regular/